Nova Cracolândia afasta fiéis da Primeira Igreja Batista de São Paulo Conforme informações da igreja, ao menos 30% dos fiéis faltaram aos cultos na semana.

31/05/2017 - 9:00


Nova Cracolândia afasta fiéis da Primeira Igreja Batista de São Paulo

Conforme informações da igreja, ao menos 30% dos fiéis faltaram aos cultos na semana.

A Primeira Igreja Batista de São Paulo está perdendo fiéis com a instalação de uma nova Cracolândia, na Praça Princesa Isabel, próximo ao templo. Na semana passada uma operação da Prefeitura dispersou os usuários de droga do antigo local, o que resultou na mudança de endereço.

José Carrasco (65) frequenta há 15 anos a igreja, e com a proximidade dos usuários decidiu se tornar um segurança voluntário. “Como eu faço parte, conheço bem quem frequenta. Então, a ideia é identificar quem é quem e fazer com que as pessoas se sintam acolhidas, se sintam seguras, ao me ver.”

Conforme informações da igreja, ao menos 30% dos fiéis faltaram aos cultos na semana anterior. Por isso, Carrasco foi um dos membros que aceitou vestir um colete e ficar com os olhos atentos na movimentação da praça.



José já trabalhou como vigilante. Ele comentou que não enfrenta problemas com a nova função. “É sossegado. Se a gente não mexe com eles (usuários), eles não mexem com a gente”.

“Os membros fazem trabalho voluntário, com reforço principalmente em horários de culto”, admitiu o pastor Reinaldo Junior (35), segundo quem, também foi pedido reforço de policiamento ao 13.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área.

A Igreja também pôs à disposição dos frequentadores, no domingo, uma van para levá-los ao Metrô Santa Cecília e ao Terminal Princesa Isabel. “No domingo da operação ficou bem vazio”, relatou o pastor.

Igreja desenvolve trabalho com dependentes químicos

A Primeira Igreja Batista é conhecida pelo trabalho social realizado com usuários de drogas da Cristolândia. O projeto oferece café da manhã, banho e almoço aos usuários. “Depois da operação, o fluxo na Cristolândia cresceu de 300 para 450 pessoas por dia”, diz Junior.

O projeto faz, ainda, internação voluntária em quatro comunidades terapêuticas. As cerca de 120 vagas, no entanto, já estão preenchidas. “Não é só a gente: todos os lugares estão cheios”, afirma. “Por isso que, antes de se falar em internação compulsória, como está sendo discutido, tem de saber se há vagas disponíveis. Não há.”  

fonte:noticias.gospelprime.com.br


Categoria:Geral

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